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Libertação dos Escravos - a história


Dá para acreditar que, por mais de trezentos anos, o negro sustentou muita gente rica, ajudou no desenvolvimento da economia brasileira sem ganhar nada, e ainda por cima era maltratado?

Pois é, menos de 100 anos depois do Descobrimento, o Brasil era um território enorme e cheio de riquezas, mas precisava de gente para colocar a "mão na massa". Os índios, que não queriam nem saber de ser explorados e viviam fugindo, deram lugar aos negros africanos no trabalho pesado. Sem os escravos, que trabalhavam duro nas lavouras, minas e engenhos (fazendas produtoras de cana), o Brasil e outros países que compravam nossos produtos não teriam açúcar, algodão, ouro, gado ou café.

Como os escravos não recebiam nem um centavo, o tráfico de negros cativos era um negócio bastante lucrativo - e terrível. Milhares de negros foram trazidos da África em condições desumanas, e eram tratados como verdadeiros animais aqui no Brasil, o que provocou várias revoltas.


COMPRANDO PESSOAS

O comércio de escravos já acontecia há um tempão, mas foi só em 1559 que a Coroa Portuguesa deu autorização para que cada senhor de engenho comprasse, no máximo, 120 negros por ano.

Os escravos vindos da África eram adquiridos por escambo. Mas o que é escambo? Você não troca uma figurinha por outra? O escambo é isso! Só que os negros eram trocados, principalmente, por fumo ou aguardente. Já pensou que chato, ser trocado por cachaça?

Pior que isso era a forma como os escravos vinham para o Brasil. Isso é, quando chegavam vivos... Você conhece o Oceano Atlântico? É aquele marzão que separa o Brasil da África. Dá para imaginar os pobres escravos trancafiados e amontoados no porão de um navio, atravessando esse oceano durante meses, comendo coisas horríveis e contraindo doenças? E os pobres nem adivinhavam que o pior ainda estava por vir, em terra firme.

Ninguém é de ferro... e as revoltas começaram a estourar!

Os negros que conseguiam chegar vivos ao Brasil tinham vários destinos. Eles trabalhavam na casa do seu senhor fazendo serviços domésticos, como lavar, limpar e cozinhar; ou nas plantações e minas de ouro. Também prestavam todos os tipos de serviços, como levar mercadorias, pessoas e água de um lado para o outro, vendendo coisas nas ruas e até trabalhando como alfaiate e marceneiro. E o dinheiro ia para onde? Para os bolsos de seus senhores, é claro.

Você já perguntou para o seu pai quantas horas ele trabalha por dia? Certamente ele irá dizer 8 horas (um pouco mais ou um pouco menos). E o escravo? Dê um chute.... De 12 a 16 horas por dia!!! Além disso, eles dormiam em verdadeiras pocilgas, chamadas de senzalas (nas grandes fazendas) ou em palhoças (nos lugares menores).

Pocilga não lembra porco? Pois é, esses lugares perdiam pouco para os chiqueiros de verdade. E quando faziam alguma coisa errada, eles ainda eram presos com correntes a um tronco, e eram açoitados com um chicote de couro, chamado... bacalhau!

Quanto à alimentação, os escravos negros comiam farinha de mandioca, aipim, feijão e banana. Já pensou viver só com esse cardápio?

Nessas condições precárias, você acha que eles ficaram quietinhos? Que nada!

Os escravos não conseguiram suportar os maus-tratos por muito tempo. Muitos morreram por causa do banzo, que era o nome que os negros africanos davam para uma tristeza enorme, que chegava a matar.

Então, eles encontraram várias maneiras de dizer um basta à injustiça. Desafiaram os senhores de engenho e feitores (homens que tomavam conta dos escravos) , e chegaram a se suicidar para dar o maior prejuízo ao seu "dono".

Outra forma de revolta era a preservação dos rituais religiosos, que negavam os valores brancos e ressaltavam a cultura africana. Por fim, os negros tentavam a solução mais difícil: fugir das senzalas, o que era muito perigoso. Quando escapuliam, eram perseguidos sem piedade pelos "capitães do mato", homens cruéis contratados para recapturar os escravos fugidos. E quando encontrados, os fujões eram torturados até a morte.

Ué, mas escravo morto não fazia mal para o bolso do senhor de engenho? Pois é, mas também servia de exemplo para os outros não se atreverem a colocar o pé fora de "casa".

Até que um dia, os escravos começaram a se organizar para enfrentar seus inimigos. Começaram a fugir em bandos, se encontravam em um lugar combinado, bem escondido, e formavam comunidades secretas para resistir à escravidão!

Eram os quilombos!

Quilombo é aquilo que se forma quando a gente bate em algum lugar e fica inchado? Não!!! Os quilombos eram vilas e acampamentos formados pelos escravos que fugiam, lugares bem escondidos, longe dos brancos e em regiões de difícil acesso.

Os habitantes que viviam nos quilombos eram chamados de quilombolas. Estranho, não? Mas não seria tão estranho assim se falássemos tupi: quilombola vem do tupi "canhambora", que significa "aquele que costuma fugir". E olhe como os quilombolas eram organizados: todos cuidavam da terra, plantavam e criavam animais, e a comida era repartida entre todos. Uma vida bem diferente da realidade das senzalas e palhoças (casas de palha).

O quilombo mais importante foi o de Palmares, que ficava entre Alagoas e Pernambuco. Poderíamos até dizer "quilombão", já que Palmares chegou a abrigar 20 mil habitantes!

Você já ouviu falar de Zumbi e Ganga Zumba? Ganga Zumba foi o primeiro grande líder. Em 1678, ele abandonou Palmares depois de um acordo feito com o governador de Pernambuco, Aires de Souza e Castro, que cedia outras terras e liberdade apenas para os nascidos no quilombo.

Os que não concordaram com ele continuaram em Palmares, sob o comando de Zumbi, seu líder mais importante. Negro alto, forte e muito corajoso, Zumbi lutou até a morte para defender a comunidade e a liberdade dos negros. Traído por Antônio Soares, seu amigo de confiança, Zumbi foi encontrado em seu esconderijo e morto em 1695.

Sabe quanto tempo Palmares durou? Ele foi criado em por volta de 1590, e destruído em 1694 por tropas de Domingos Jorge Velho. E então, fez as contas? Mais de 100 anos!!!

Além de fugir e formar quilombos, os negros também resistiam preservando suas tradições...


Você acredita em Deus? Independente da sua resposta, o mais importante é respeitar a opinião de cada um. Mas é claro que esse respeito não existia na época da escravidão. Além de aguentar aquela vida dura, os escravos não podiam praticar a sua religião, o candomblé.

O candomblé chegou ao Brasil com o tráfico de escravos negros, entre os séculos 16 e 19. O grande problema é que os colonizadores portugueses e, mais tarde, os senhores de engenho, não permitiam a prática do candomblé. Sabe por quê? Porque achavam que era feitiçaria, obrigando os escravos a "trocar" de religião e adotarem o cristianismo!

Mas os espertos escravos deram um jeitinho na proibição, e adaptaram o candomblé, enganando os padres e senhores! Eles cantavam e dançavam louvando seus deuses, mas colocavam imagens dos santos católicos. Assim, cada santo correspondia a um orixá, a divindade do candomblé. Por exemplo: Iemanjá é Nossa Senhora da Conceição, Ogum seria São Jorge, Yansã "fingia" ser Santa Bárbara, e assim por diante.

E assim os escravos seguiram a sua dura sina... até que a Inglaterra resolveu colocar as manguinhas de fora e proibir o tráfico.

SANTA DO PAU OCO

No início do século 19, a Inglaterra queria porque queria que o Brasil acabasse com o tráfico negreiro. "Aleluia, alguém pensou nos escravos negros!". Antes fosse!

A Inglaterra só estava pensando no próprio bolso. O que ela queria mesmo era que os escravos se tornassem assalariados, ganhassem dinheiro e virassem consumidores... dos produtos ingleses!

Então, em 1845, a Inglaterra decretou a lei Bill Aberdeen. Bill o quê? Com o Bill Aberdeen a Marinha inglesa poderia prender qualquer navio negreiro que encontrasse pela frente. Os traficantes perderiam o navio, a carga e seriam julgados lá na Inglaterra.

Depois de muita pressão dos gananciosos ingleses, cinco anos depois os brasileiros tiveram que se mexer. Em 1850, foi decretada a lei Euzébio de Queiroz, que determinava a extinção do tráfico negreiro para o Brasil.

O tráfico de escravos negros tinha acabado, mas e quanto aos cativos que estavam aqui? Pois é, a Inglaterra continuou pressionando, e o governo brasileiro criou duas novas leis:

- A Lei do Ventre Livre, aprovada em 1871, livrou da escravião todos os negros nascidos a partir daquela data. Porém (sempre existe um porém) a criança ficaria em poder dos senhores de sua mãe até os 21 anos. Resumindo: ela não seria totalmente livre.

- A lei Saraiva-Cotegipe, mais conhecida como Lei dos Sexagenários, aprovada em 1885, foi a maior festa para os vovozinhos: todos os escravos que completassem 65 anos seriam libertados.

A Lei dos Sexagenários parecia piada, já que um escravo vivia no máximo 40 anos. E se ele chegasse aos 65 anos, certamente acabaria na miséria. Só os fazendeiros iriam pular de alegria, já que não precisariam sustentar alguém que não trabalhasse.

E a sociedade brasileira? Como ela convivia com a idéia da escravidão? Todas essas leis foram criadas com a ajuda dos abolicionistas, pessoas influentes que lutaram para que a escravatura acabasse no Brasil.


Finalmente! No dia 13 de maio de 1888 a Princesa Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Orleans (ufa!), mais conhecida como Princesa Isabel, assinou a lei Áurea, que aboliu definitivamente a escravidão no Brasil. Áurea siginifica coberta de ouro, e também pode ser uma coisa linda, magnífica. Bonito, não?

Mas não pense que a grande "heroína" da história foi a Princesa Isabel. A lei Áurea foi uma conquista do povo, principalmente dos abolicionistas, e dos próprios escravos, que tiveram muita coragem para combater uma realidade tão dura.

E depois disso? O que aconteceu com os negros? Essa é uma longa história de lutas e preconceito, que ainda não terminou. Até hoje, no Brasil, os negros são discriminados pela cor da pele: a grande maioria da população pobre é negra,não tem acesso a boas escolas, tem salários menores e enfrenta dificuldades até para arranjar empregos melhores.

Mas como você já sabe, não importa a cor da pele! Todos temos direito a uma vida decente e feliz. Assim como os negros que se rebelaram nas senzalas, nós também não podemos cruzar os braços diante dessa injustiça. E a melhor coisa que cada um pode fazer é: respeitar e valorizar as diferenças.


**Extraído de www.canalkids.com.br/cultura/historia **

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Questionário Questionário Questionário Questionário
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  1. Qual foi a herança nos deixada pelos escravos?
  2. Quantos anos, aproximadamente, durou a escravidão no Brasil?
  3. Por quais mercadorais os escravos eram trocados, inicialmente, no Brasil?
  4. Como se chama o lugar onde os escravos dormiam? Descreva esse local.
  5. O que foram os quilombos? Qual foi o mais importante? Escreva o que você sabe sobre esse lugar.
  6. Como era a alimentação dos escravos?
  7. O que era banzo?
  8. Quantas e quais foram as leis criadas no Brasil, para tentar abolir a escravidão?
  9. Qual foi a lei que aboliu a escravidão no Brasil? em que data ela foi assinada?
  10. Como era o nome completo da Princesa Isabel?
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6 Responses So Far:

EEF Centro Educacional Dom Hélio Campos disse...

Eu aprendi que os escravos apanhavam muito dos seus donos de chicote de couro que se chama bacalhau. Eles dormiam nas senzalas.
Vanessa,10anos prof: Fatima Abreu
5ª D

EEF Centro Educacional Dom Hélio Campos disse...

BOM EU ACHO QUE OS ESCRAVOS SE SACRIFICARAM MUITO E NAO GANHARAM NADA E ELES DEIXARAM MUITAS COISAS E FORAM MUITAS CULTURAS E MUITAS ARTES E ATE OUE MUITOS CORDÕES E MUITAS ROUPAS.
NOME MARCIANA TENHO 13 ANOS E A EDUARDA TEM 11 ANOS TURMA 5 D TARDE PROFESSORA FATIMA ABREU AGORA EU ACHO QUE VOCES VAO APRENDER IGUAL A NÓS.

EEF Centro Educacional Dom Hélio Campos disse...

eu aprendi libertaçao dos escravos os negros apanhavam dos seus donos
Regilene Prof:Fatima Abreu 5ª D

EEF Centro Educacional Dom Hélio Campos disse...

o comentario começa assim: tinha os escravos viviam na escravidão que eram forçados a trabalhar e não ganhavam nada e se não fizesse o
que eles mandavam e não ganhavam nada do que faziam, eram espancados com o chicote de couro e dormiam na senzala e quando era aproximadamente 3:30 da madrugada comecava a trabalhar e foi muita cultura e muita raça pela cultura brasileira

danrley vieira

Prof:Fatima Abreu

5ª D

EEF Centro Educacional Dom Hélio Campos disse...

COMO ERA A VIDA DE ISADELA CRISTINA LEOPOLDINA AUGUSTA MICAELA E O QUE ELA FAZIA ?

JANE EJA IV

EEF Centro Educacional Dom Hélio Campos disse...

Eu aprendi,Que os escravos sofreram muito com a escravidão .mais ate hoje muita gente sofre com a escravidão só com maneiras diferentes É triste imaginar que ate hoje existe a escravidão no nosso pais .

leidiara e sandra EJA IV

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Equipe DHC.